Casa própria: impostos e documentos custam até 8% do imóvel

Consultoria Tributária e Fiscal

Para a aquisição da casa própria, gastos com impostos, documentos e serviços para oficializar a compra podem chegar até 8% do valor total do imóvel. Planejamento financeiro e o auxílio de um profissional especializado devem ser os primeiros da lista de prioridades do comprador

Considerado o principal investimento dos brasileiros, a realização do sonho da casa própria exige planejamento e disciplina financeira. Quando se investe em um imóvel, o objetivo principal é lucrar com a ação realizada. Mas, para isso, é preciso estar atento ao mercado e saber, principalmente, a hora e o local certo para o investimento, além dos custos da oficialização do negócio. Entre as vantagens de se investir num imóvel, a solidez que o bem garante é apontada como principal motivo dos investimentos no mercado imobiliário, uma das formas mais seguras de se preservar um patrimônio. O imóvel, quando bem adquirido, mantém seu valor de mercado e ainda pode valorizar.

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Os gastos com imposto e documentos poderão variar de 6% a 8%, mas tudo dependerá da localização e valor do bem que será adquirido. De acordo com o Dr. Francisco Arrighi, especialista em tributos e societários, pelo menos três grandes gastos devem estar no orçamento do comprador, e normalmente a taxa mais alta costuma ser o ITBI – Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis, trata-se de uma porcentagem, normalmente de 2%, sobre o valor do imóvel que varia de cidade para cidade.

Outros gastos imprescindíveis referem-se à escritura, o registro no RGI e as certidões negativas que variam entre 1,5% a 2%. Por fim, temos os imóveis foreiros onde o domínio da propriedade é da União, Municípios ou Instituições, dentre outros, onde os custos também com os recolhimentos estão na faixa de 2%, porém, não são todos os imóveis, é necessário que um profissional identifique estas questões através da certidão de matricula do imóvel.

“Chamamos a atenção dos compradores que tenham pressa em realizar a escritura, isso aumenta potencialmente o risco de um mau negócio em função da cadeia sucessória na matrícula do imóvel, pois muitas vezes, o risco é grande e pode estar encoberto, e é aí que a atuação do profissional é fundamental”, orienta o Dr. Arrighi. Um profissional vai ajudar a escolher o melhor negócio, com melhor custo benefício.