Crise financeira e planejamento tributário

Área Comercial e Societária

Em tempos de crise financeira, o planejamento tributário é fundamental para diminuir os riscos de falência de uma empresa

Administrar um negócio não é tarefa fácil. Em tempos de crise financeira, a situação acaba se tornando mais desafiadora ainda. Para se obter resultados satisfatórios em um investimento são necessários vários fatores, entre eles, poderíamos citar o capital de giro, preparo para administrar o negócio, conhecimento e afinidade do ramo escolhido e sem sombra de dúvidas o planejamento. Mas, em tempo de crise, um fator importante e fundamental para manter o equilíbrio do negócio é o planejamento tributário.

crise financeira

Independentemente do tamanho ou do tipo do empreendimento, planejar todos os passos é, além de encurtar o caminho para o sucesso, diminuir os riscos de falência.  Com o atual cenário econômico, o plano tributário é essencial para que uma empresa possa se manter competitiva em seu ramo de atividade.

No Brasil, carga tributária é algo que gera impacto na sociedade como um todo, já que a relação funcionário/empresa gera: risco trabalhista (o que a empresa paga para o colaborador), riscos de negócios (concorrentes) e risco financeiro (fornecedores). Dentro do conjunto de riscos, entendemos que o tributário que só ocorre após o empreendimento ter chegado ao ponto mais alto, ou seja, no início do faturamento, é muito elevado, pois, as cargas tributárias no Brasil são altas, acabam sendo mal calculadas pelos empreendedores e às vezes não incluídas nos custos dos produtos ou serviços, gerando um acúmulo de dívidas muitas vezes impagáveis.

Um problema mais grave ainda é que esse elevado volume de débitos de tributos pode fazer com que o empresário acabe comprometendo o patrimônio pessoal de toda a família, com os conhecidos procedimentos adotados pela RFB de arrolamento fiscal, sujeição passiva e por fim as ações judiciais cautelares fiscais, neste caso, não só o patrimônio da família (pai, esposa e filhos) é arrolado, mas também os dos avós e netos.  

De acordo com o Dr. Francisco Arrighi, diretor da Fradema Consultores Tributários, é fundamental a criação de um Comitê de Estudos e Controles Tributários, no qual o sócio/administrador participe das decisões. O estudo da interpretação da lei, com gerenciamento e acompanhamento das atividades tributárias, ciente do risco efetivo, de turno a preparar uma tese de defesa prévia, objetiva construir uma tributação adequada e menos onerosa. 

“Assim, podemos concluir que, nos tempos de hoje, é de suma importância o planejamento tributário para se administrar um negócio, bem como, a escolha correta do método dos impostos a ser utilizado”, conclui Dr. Arrighi.